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Portugal é o país que mais arde na União Europeia e a principal causa é o incendiarismo. Neste podcast, percorremos Portugal de norte a sul para tentar perceber o que leva uma pessoa a sair de casa e, sem explicação aparente, deitar fogo a tudo o que a rodeia. Contamos a história de um país que abandonou grande parte do seu território e da sua população. E fazemos um retrato de onde ninguém sai bem.

Episódio 1

Portugal Chama

Os números mostram que o fogo posto é a principal causa de área rural ardida em Portugal. Uma realidade para a qual os responsáveis por criar políticas públicas de combate aos incêndios parecem não querer olhar.

Episódio 2

Heróstrato na Serra Algarvia

No Caldeirão e em Monchique, ouvimos histórias de pessoas condenadas pelo crime de incêndio florestal. Vidas marcadas por tragédias e desespero em que o fogo surge, muitas vezes, como um último recurso para dizer “ainda estou aqui!”.

Episódio 3

Eucaliptal Abandonado

Pastores acusados de incendiarismo e pessoas que estudam o fogo ajudam-nos a compreender o abandono dos campos e o crescimento descontrolado da vegetação na zona Centro de Portugal. Uma psicóloga forense, que há décadas investiga o assunto, traça um perfil do incendiário português.

Episódio 4

O Inferno na Terra

Muitos dos condenados pelo crime de incendiarismo enfrentam problemas de saúde mental. Revelamos o lado sombrio do encarceramento destes indivíduos, os erros processuais, os abusos burocráticos. E como a falta de respostas do Estado pode acabar com a vida de uma pessoa.

Episódio 5

Pagou o Justo pelo Pecador

No meio do caos e das especulações sobre a origem do incêndio de Pedrógão Grande, surge o caso de Dália. Uma mulher com esquizofrenia que, depois de atear um fogo perto de casa, foi detida e condenada. E apanhada por uma mudança na lei que alterou as regras de internamento dos incendiários inimputáveis.

Episódio 6

Linhas que Queimam

A causa do grande incêndio da Serra de Monchique, em 2018, está até hoje por clarificar. Uma longa investigação da Polícia Judiciária concluiu que o fogo deflagrou depois de um cabo eléctrico ter tocado numa árvore, e imputa responsabilidades à EDP. Mas o juiz responsável pelo processo decidiu arquivar o caso.